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quarta-feira, 16 de março de 2016

Por que Lula no governo Dilma?

Em uma análise otimista podemos afirmar que se engana quem pensa que a ida do Lula para um ministério de Dilma é apenas uma estratégia para transferir seu processo para uma instância superior.

Muito embora isso faça parte da estratégia, já que seu julgamento pelo juiz Moro seria de cartas marcadas. Mas o que leva Lula ao governo é bem maior que isso.

Ao analisar as mobilizações do dia 13 de março, organizada pelos setores da elites e dos partidos de oposição, o governo e o PT podem ter concluído que tal mobilização não alterou a correlação de forças na atual conjuntura, já que não levou as ruas o povão, e não foi do tamanho que se propagandeou.

Junta – se a está análise que, em que pese ter dado um certo combustível em favor do pedido de impeachment, não serviu como um xeque mate ao governo.

Diante desta análise, a ida de Lula para o Planalto pode ser uma aposta do governo em dar a volta por cima, reforçando os seguintes aspectos:


1 – Barrar o impeachment com articulação qualificada e confiável junto a base aliada no Congresso;

2 – Junto com a ida de Lula, o governo deve lançar um conjunto de medidas, que inicialmente não dependa do Congresso, para aumentar a capacidade de arrecadação do governo. Com isso, restabelecer sua capacidade de investimento, geração de empregos, além da manutenção dos programas sociais em benefício da população mais pobre, base de sustentação do projeto liderado pelos governos petistas.

3- Restabelecer as relações internacionais em busca de apoio político e de novos investidores.

Por fim, podemos concluir que o jogo está sendo jogado e que estas medidas alteram o cronograma e as estratégias até então pensadas pelo tríplex, Moro, Globo e oposição.

No entanto, não se esperar trégua de nenhuma das partes neste momento.

Termos três campos de batalha de grande proporção:
a) – Congresso Nacional.
b) – Judiciário.
c) – Mobilizações sociais. Sendo que está última desperta expectativas da capacidade da Frente Brasil Popular de colocar gente na rua, nos municípios dia 18 de março e em Brasília no dia 31 de março.

Agora é a hora da resposta as mobilizações dos adversários do projeto do governo Dilma do PT e do Líder Popular, Luís Inácio Lula da Silva.

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É deputado estadual do PT/Pará. Reside em Santarém, onde tem domicílio eleitoral.

Fonte  blog do jeso

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