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sábado, 26 de dezembro de 2015

Alemanha destina R$ 41 milhões para combater os desmatamento


O Fundo Amazônia receberá 9,92 milhões de euros (R$ 41 milhões) no próximo ano, informou o Ministério do Meio Ambiente (MMA) ao formalizar com o governo alemão um termo em que o país europeu contribuirá com recursos para programas de conservação na floresta amazônica em 2016. O objetivo será combater o desmatamento e promover o desenvolvimento sustentável na região.

Em seu site, o MMA explica que este montante a ser liberado pelo governo alemão auxiliará o Brasil no cumprimento das metas nacionais da Pretendida Contribuição Nacionalmente Determinada (INDC) de redução de emissões de gases de efeito estufa, apresentadas às Nações Unidas em setembro último. O compromisso é reduzir 37% das emissões até 2025 e 43%, até 2030 – ambos em comparação aos níveis de 2005. “O Fundo Amazônia está entre os principais instrumentos para a implementação da INDC brasileira”, avaliou o secretário executivo do MMA, Francisco Gaetani.

O efeito estufa, um fenômeno natural provocado pela emissão de gases na atmosfera, vem aumentando nas últimas décadas em função da ação humana e gerado mudanças no clima. As emissões de gases como o dióxido de carbono e o metano são apontadas como as principais causas do aquecimento global. A liberação desses gases na atmosfera ocorre por conta de diversas atividades como a queima de combustíveis fósseis, o desmatamento, a agricultura, a pecuária e a geração e o consumo de energia.

Com o objetivo de frear os prejuízos registrados, foi criada a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), que conta com 195 países signatários. Todos os anos, representantes de todas essas nações se reúnem na Conferência das Partes (COP) para elaborar protocolos de mitigação e para acompanhar as ações e acordos estabelecidos anteriormente.

O Acordo de Paris é o mais novo pacto de corte de emissões firmado entre os signatários da UNFCCC. Firmado no último dia 12, ao fim da COP 21, o documento estabelece o objetivo de manter o aumento da temperatura média global a bem abaixo de 2ºC em relação aos níveis pré-industriais e garantir esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC. O documento inclui, entre outras coisas, o financiamento coletivo de um piso de US$ 100 bilhões por ano para países em desenvolvimento, considerando suas necessidades e prioridades.

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