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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

PARÁ TEM O 8º MENOR EFETIVO DE PMs DO PAÍS

Pará tem o 8° menor efetivo de PMs do país (Foto: Thiago Gomes)
O Distrito Federal tem um PM para cada 194 pessoas. Já o Pará conta com um policial para 500 moradores (Foto: Thiago Gomes)
















O Pará tem uma das piores proporções do Brasil de policiais militares com relação ao número de habitantes. Cada PM paraense sai às ruas para defender 500 pessoas. A taxa paraense é menor do que a média brasileira, que é de um policial para cada 473 moradores. Os dados foram revelados ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da Pesquisa de Informações Básicas Estaduais e Municipais 2014.
No Brasil não existe nenhuma norma padrão que defina qual é o número ideal de policiais por habitantes. Mas a desproporcionalidade fica visível, quando se avalia o número de policiais por morador do Distrito Federal (um policial para cada 194 habitantes) com as 10 piores proporcionalidades, como a do Pará que, segundo o IBGE, é o 8º pior do Brasil.
Apenas 10 Estados brasileiros têm um efetivo adequado, conforme a Organização das Nações Unidas (ONU), que considera ideal um policial militar para cada 250 habitantes, ou seja, o dobro do que há no Pará. O primeiro do ranking é o Distrito Federal. Os outros são Amapá, Acre, Roraima, Rondônia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Tocantins, Amazonas e Paraíba. 
O Maranhão é o Estado que tem a pior taxa do país, com um PM para cada 881 habitantes. O Paraná tem um policial para cada 630 moradores. O estudo do IBGE, conhecido como Estadic investigou as 27 unidades da federação.
Segundo a pesquisa do IBGE, a região Centro-Oeste registrou a maior proporção de PMs por habitantes: um para cada 393, com destaque para o Distrito Federal, com um para cada 194. No Sudeste, havia um PM para cada 454 pessoas. Em São Paulo, um por 488 habitantes, e no Rio de Janeiro, um para 355. As menores incidências de policiais militares por habitantes foram encontradas na Região Sul, com um para cada 583.
A ONU, no entanto, não observa especificidades dos países, como índice de criminalidade, cultura ou situação social. O baixo número de policiais no Pará pode ser justificado pela falta de concursos públicos na corporação.

PESQUISA
A pesquisa aponta que os critérios para a distribuição de policiais no Brasil atende a seguinte ordem: locais com maior concentração populacional, incidência de criminalidade, existência de presídios, proximidade com fronteiras, existência de polo industrial e comercial e “outros motivos”. Os dados são baseados em Plano de Distribuição Regional do Efetivo da Polícia Militar. “Com esse número não dá para dizer se a polícia funciona mal ou bem, mas é um dos indicadores”, avalia a gerente da pesquisa do IBGE, Vânia Pacheco.
O aumento do efetivo, por exemplo, foi uma das medidas adotadas pela polícia da cidade de Nova York, nos Estados Unidos, para diminuir os índices de criminalidade no início da década de 1990. Atualmente, em Nova York há um agente para cada 250 pessoas. A política de segurança local resultou na redução dos índices de criminalidade. Em 2014, foram registrados 333 assassinatos na cidade, uma média de 27 por mês. Já na cidade de São Paulo, somente no último mês de julho ocorreram 69 homicídios.
MULHERES
Com relação à presença de mulheres, elas já representam 9,8% do efetivo nacional. O Estado com mais mulheres na Polícia Militar é o Amapá – 3.700 ou 20,4% do total. Depois, aparecem Roraima (14,5%) e na Bahia (13,9%). O Pará tem pouco mais de 12% de efetivo formado por mulheres. De um total de 15.943 policiais, apenas 1.896 são mulheres.
O Rio Grande do Norte ficou com o menor percentual de mulheres na corporação. Dos 8.926 policiais militares, havia apenas 209 mulheres, ou 2,34%. Depois, apareceram Ceará (3%), Maranhão (5,7%), Piauí (6,7%), Sergipe (6,8%) e Paraíba (7,5%).
(Luiza Mello/Diário do Pará)

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