Páginas

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Produção agrícola cresce 170% no Pará, aponta IBGE

Resultado final das plantações no Estado foi de R$ 5,4 bi em 2013

Ovalor da Produção Agrícola Municipal (PAM) paraense cresceu cerca de 170%, entre 2006 e 2013, de acordo com números divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento divulgado registrou que o produto final das plantações feitas nas cidades do Estado alcançou R$ 5,4 bilhões em 2013, soma quase R$ 3,4 bilhões superior à observada em 2006 (R$ 2 bilhões). 
Só na lavoura temporária, que abrange áreas plantadas para culturas de curta duração, os municípios ampliaram a produção em mais de R$ 1,5 milhão,de 2006 a 2013. O montante subiu de R$ 1,2 milhão para R$ 3,7 milhões, até o final do ano passado. Na lavoura permanente, para o plantio de culturas mais longas, a soma de 2006 (R$ 784,4) foi mais do que duplicada, chegando a R$ 1,6 milhão, em 2013. 
Floresta do Araguaia, no Sudeste do Pará, obteve o maior valor de produção de lavoura temporária do Estado, de acordo com o IBGE. O plantio gerou R$ 223,7 milhões no último ano apurado pela pesquisa (2013). Ulianópolis (223,5 milhões), Acará (202,1 milhões) e Paragominas (193,8 milhões) também se destacaram pelos valores alcançados. Aliás, Paragominas plantou a maior área de lavoura temporária do Estado, 58 mil hectares (he), à frente dos municípios de Dom Eliseu (57,9 mil he), de Ulianópolis (56,9 mil he) e de Santarém (48 mil he). 
Em relação à lavoura permanente, o IBGE destacou a cidade de Medicilândia, em 2013, pelo valor produtivo atingido (R$ 159 milhões). Os municípios de Tailândia (R$ 109,5 milhões), de Capitão Poço (R$ 93,1 milhões) e do Novo Repartimento (R$ 80 milhões), também foram sublinhados pelos técnicos do IBGE. Medicilândia (32,6 mil he), Tailândia (20,2 mil he), Moju (16,1 mil he) e Novo Repartimento (13,6 mil he) foram as cidades com as maiores áreas plantadas. 
Os produtos com os maiores rendimentos na lavoura temporária, em quilogramas (Kg) por he, foram a cana-de-açúcar (67,7 mil Kg por he), seguida da mandioca (15,2 mil Kg por he), da melancia (22,4 mil Kg he), do tomate (24,4 mil Kg por he) e da batata-doce (5 mil Kg por he). Em relação aos rendimentos médios da produção da lavoura permanente, os produtos com melhor resultado são o abacate (28,4 mil Kg por he), a banana (13 mil Kg por he), o dendê (19,1 mil Kg he), o limão (17,3 mil Kg por he) e a goiaba (17 mil Kg por he). 
PECUÁRIA
O IBGE também apurou o efetivo de rebanhos, na Pesquisa Pecuária Municipal (PPM). Em 2012, o Pará criou 18,6 milhões de cabeças de bovinos, 270 mil equinos, 454 mil bubalinos, 14,1 mil asininos, 93,1 mil muares,713,2 mil suínos, 59,8 mil caprinos, 175,7 mil ovinos, 10 milhões de galos, frangas, frangos e pintos, 2,8 milhões de galinhas, 34 mil codornas e 62 coelhos.
São Félix do Xingu tinha, em 2012, 2,1 milhões de cabeças de bovinos - a maior quantidade do Estado. O município, também localizado no Sudeste do Pará, tinha ainda os números mais expressivos em relação ao total de equinos (20,7 mil), muares (11,4 mil), suínos (29,1 mil), asininos (1,7 mil) e caprinos (3 mil). Soure tem o maior número de bubalinos do Pará, segundo a pesquisa com resultados de 2012 (71,9 mil), Altamira tem mais ovinos (8,9 mil), Santa Isabel do Pará se sobressai em relação aos galos, frangos, frangas e pintos (2,4 milhões) e às codornas (6,5 mil). As galinhas estão mais concentradas em Dom Eliseu (150,7 mil) e os coelhos em Oriximiná (42).
VEGETAL
A Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, outra pesquisa divulgada ontem pelo IBGE, com números de 2013, mostrou que o Pará produz mais na extração vegetal com o carvão vegetal (54,6 mil toneladas), a lenha (2,4 milhões de toneladas) e a madeira em tora (4,6 milhões de toneladas). No segmento de produtos alimentícios (124,5 mil toneladas), os destaques são para o açaí (9 mil toneladas) e o Palmito (4,3 mil toneladas). Em relação à rentabilidade, o IBGE anotou como principais atores a madeira em tora (R$ 976,7 milhões), a lenha (R$ 58,6 milhões) e o carvão vegetal (R$ 31,5 milhões).
Na silvicultura as produções de madeira em tora (2,1 milhões de metros cúbicos) e madeira em tora para outras finalidades (540,4 mil metros cúbicos) impulsionaram, em 2013, o setor, no Estado, com os valores totais da produção em R$ 188 milhões e R$ 57 milhões, respectivamente. 

Por:  O liberal

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o site Talento Noticias não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!